Humilde Análise Crítica
Peça de Teatro: "O Papa e a Bruxa"
Sinópse: ´O texto ácido e engraçado do dramaturgo italiano Dario Fo, premiado com o Nobel de Literatura, mistura temas tabu na Igreja Católica. O Papa está no Vaticano com um enorme problema de coluna, que o faz caminhar todo torto. Ele é auxiliado por uma freira que tem poderes muito mais que científicos. Depois de uma série de incidentes, o Papa constata que ela é uma curandeira e a expulsa do Vaticano. Pouco tempo depois, a crise de dor aumenta e o Papa resolve procurar a Freira/Bruxa para resolver seu problema e a partir daí se questiona sobre as ações do Vaticano e da Igreja Católica. A obra encara com humor temas polêmicos, de difícil digestão para a Igreja, como a liberalização das drogas, o celibato, o aborto e a disseminação da Aids.`
Ficha Técnica
SAO PAULO - São Paulo
Grupo Parlapatões Texto: Dario Fo Tradução: Luca Baldovino Adaptação e direção: Hugo Possolo Produção executiva: Cristiani Zonzini Elenco: Hugo Possolo, Carmo Murano, Raul Barretto, Henrique Stroeter, Hélio Pottes, Fabek Capreri, Alexandre Bamba, Fernanda Cunha, Adônis Comelato e Ronaldo Cahin Cenários: Hugo Possolo e Werner Schulz Figurinos: Telumi Helen Trilha Sonora original: Paulo Soveral Iluminação: Reynaldo Thomaz Comunicação visual: Werner Schulz Objetos cênicos: Inês Sakai Voz em off: Antônio Fagundes Realização: Agentemesmo Produções Artísticas Duração: dois atos de 45 minutos cada com intervalo de 10 min. Classificação: 14 anos
Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná, 19/03/2010
Por mim: Peça de ampla divulgação da mídia, de uma companhia famosa, com grandes investimentos de todas as partes. Inevitavelmente cria-se certa expectativa antes de assistir a um espetáculo assim. O que torna muito fácil de se fazer uma crítica ruim, porque além da peça ter que agradar, ela tem que superar, ou pelo menos atingir o nível de suas expectativas. O cenário foi extremamente bem montado, com peças muito bonitas, bem colocadas. O palco foi utilizado quase que em sua totalidade o tempo inteiro, pois haviam sempre vários atores no palco simultaneamente. Para yo, que estavo na terceira fila, o áudio estava muito bom. Mas acredito que para quem estava da metade do teatro para trás não foi uma experiência fácil 'ouvir o que os atores diziam'. Os figurinos seguiam o tom e o capricho do cenário. Dava-se para notar que se tratava de uma peça muito bem produzida; mesmo para quem não acompanhou a divulgação que houve. Cada personagem estava muito bem identificado devido à sua excelente caracterização, como o Papa, as freiras, sendo aliás uma muito (qual o termo técnico para 'gostosa' vestida de freira?). A iluminação se saiu muito bem, porém as músicas e as trilhas sonoras algumas vezes pareciam não estar em total consonância com o resto da peça. Mas nada extremamente prejudicial ao andamento da peça. Pelo contrário, em determinados momentos servia de “intertextualidade” para o ator. O enredo da peça parecia ser muito interessante, mas a forma com que foi colocado não convenceu. Não ficaram muito claras algumas passagens, e por várias vezes se ficava em dúvida sobre o que acontecera. Os atores eram de renome, porém deixaram a desejar em muitos momentos, falhando até em falas simples. O espetáculo começou bastante atrasado. E até os atores reclamaram do calor no teatro. Um dos atores era o Perônio, do Castelo Rá-Tim-Bum, e sua voz extremamente reminiscentenmente boa de ouvir.
Doravante: Recomendo para seus pais, suas mães, seus avós mais ligados em humor televisivo global/sbtêtal. Bastante coisa pra rir dos atores, tipo alguma coisa da Zorra Toral e da Praça é Nossa. Não é de todo ruim, mas é longe de ser realmente crítica ou não-pastelona.
Máu-ri.
Crítico Semi-Profissional.
Aluno da Faculdade de Artes do Paraná.
Praticamente Bacharel em Comunicação Relacional Pública.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
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