sexta-feira, 14 de maio de 2010

Medéia

Peça da análise humíldica: (Marcelo Marchioro´s) Medéia.

Editorial(guidasemana.com)sinóptico: Algumas questões sobre a condição feminina na Grécia antiga são retratadas na peça Medéia, que estreia dia 13 de maio e fica em cartaz até 20 de junho no Teatro Guaíra. Com adaptação do texto original de Eurípedes (de 427 a.C), na montagem, as únicas personagens em cena são Medéia, interpretada por Claudete Pereira Jorge, e sua Ama, papel de Helena Portela. Todas as figuras masculinas foram suprimidas do texto original, assim como o coro. Com direção de Marcelo Marchioro, a história se passa na cidade de Corinto, onde Jasão e Medéia vivem exilados com seus filhos. A personagem é abandonada por Jasão, que vai se casar com a filha do rei Creonte, Glauce. Ameaçada ser expulsa da cidade, Medéia vinga-se matando a noiva, o rei e, por último, seus próprios filhos. Medeía consegue que Jasão deixe seus filhos levarem presentes para Glauce, sob o pretexto de conseguir as boas graças da princesa para as crianças, que assim poderiam ficar com o pai. Dois presentes envenenados: um diadema e um véu que, imediatamente após serem vestidos, pegam fogo. Glauce morre com os piores tormentos. O rei, vendo a filha morrendo, tenta ajudá-la e também morre. Jasão corre para casa para castigar Medéia e lá encontra os filhos mortos.

Ficha técnica:
Texto inspirado na obra de Eurípedes. Direção de Marcelo Marchioro. Elenco: Claudete Pereira Jorge e Helena Portela. Assistente de Direção Cléber Braga. Trilha Original Troy Rossilho. Iluminação Erica Mitiko. Cenários e Figurinos Ricardo Garanhani. Produção NBP Produções.

Por mim:Peça assistida cumprindo a seqüência de coincidência que foi, uma vez que acabamos de ver tragédias gregas em “história do Teatro”. Seguindo a linha analítica pretendida, e a influência facultística (se eu escrevesse facultativa não ia dar o mesmo sentido, uma vez que a referida palavra já existe), propus-me observar a peça de acordo com sua iluminância e todos os demais trabalhos relacionados à iluminação. ‘Claramente’ colocamos a premissa: vamos ver se os atores fogem da luz mesmo. E assim o tentei fazer. Então, como de costume, no Guarinha empoeirado, entramos. Curiosa, a peça, começou um pouquinho atrasada, porém por justificativa aceitável: e elenco já estava disposto no palco quando abertas as portas foram. Eu poderia reclamar do atraso e que ficamos dentro do saguão do teatro, apertados e encalorados. Porém duas razões não me permitem isto fazer: primeiro, entrei antes de ver as portas abertas, ou seja, azar o meu. Inguonorante que fui, não mereço reclamar. Segundo, estavo, eu, ao lado de Letícia Sabatella. No bom português caucasiano escuro ou não: “oo muié BONITA!”. Voltando à estreiosa peça, estava eu citando o cenário. Este, então, com uma seqüência de degraus, justapostos irregularmente. Cobertos por uma lona bege. Ou seja, uma espécie de escadaria, talvez rochosa, não linear. Duas plantas, uma claramente seca e morta, outra, creio que viva. Umas espécies de tecidos cor de barro avermelhado, em número de quatro (4), desciam do teto, atrás formando o fundo. Em um deles um rosto desenhado (mas que aparecia apenas sob iluminação específica). Ainda uma face de pedra, deitada, representando o rei Creonte. A atriz Claudete Jorge expressou muito bem as palavras difíceis do texto de Medeia. A dicção desta senhora é impressionante. Talvez minha limitação técnico-cenográfica não me permita falar mais da atuação desta senhora, só que gostei. A ama não ficou muito pra trás. Pronto, agora vamos a iluminação. Muito legal. A luz da frente e a luz de trás deixavam bem claro a diferença de planos. A luz mudava o tempo inteiro, geralmente iluminando o caminho que a atriz seguia. Por uma única vez conseguimos pegar no pulo a Medeia fugindo da luz. Mais precisamente a uns dois passos à esquerda de onde ela deveria estar. A senhorita Ama, quase foi pega também. Mas ela acertou por meio passo a luz. A peça teve duração de uma hora, e pela primeira vez em tempos, não senti passar tanto. Confesso que não me atentei tanto ao texto, mas mesmo assim, nas partes em que fiquei entretido nele, gostei bastante. Por se tratar de uma tragédia grande e pesada, acredito que o fato de eu ter gostado, corresponde à peça ter sido simples, não rebuscada demais, nem cheia de elementos complicados. Assim como a iluminação, o som e as atuações foram simples. Veja bem, não to dizendo modestas, pobres ou ruins. Tou dizendo simples. Sem perfumaria e peruagem. Éééé amigo, eu não entendo, mas eu sei que sou fraquinho pra isso. Moral da História: dá pra acreditar que gostei, porque eu acho que foi muito menos chata do que eu realmente achei que seria.

Doravante: Medéia. Euclides. Euclides não, Eurípedes. Faz diferença pra você? Se fez não vá. Se não fez, pode ir. Mas dê uma olhadinha na história antes. (ler acima já dá uma boa esclarecida).

Máu-ri
Semana Elogiado
Semana Elogiando
Semana matando saudade de postar aqui!

Nenhum comentário:

Postar um comentário